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204 anos da Independência do Brasil

A Independência do Brasil precisa maior análise nos livros escolares. Ela foi construída por chibatadas, mortes, exploração de negros e indígenas durante 322 anos e ninguém cita isto. Ela é carregada pelo apagamento histórico do nome da Imperatriz Leopoldina que dá aval ao documento através do grito masculino ao lado do córrego do Ipiranga. Não sabemos se o grito veio devido aos males intestinais do futuro Imperador ou realmente alguém gritou. O certo, o tal grito foi marcado na História por voz masculina recheada de machismo. O mesmo machismo que criou uma fantoche que tentaria derrubar o Império via Domitila. Esta, isca para difamar a imagem monarca, omitiu-se, não questionou o machismo nem contra si e nem contra a Imperatriz.
Passados 204 anos, é questionável a tal Independência. Ela é real ou uma ilusão em 2026? A questão é importante diante das taxações americanas e um abusado Presidente de país vizinho que adentra ao nosso como convidado da oposição para usar palavras de baixo calão contra o Presidente do Brasil. Coisa inédita em solo nacional, o leque das questões surge quanto a unidade, pertencimento e soberania nacional. Quando um opositor ao governo brasileiro busca taxação ao seu próprio país, pergunta-se: é realmente brasileiro e patriota? Independente ou submisso ao estrangeiro?
Sabemos que a Independência não foi aceita facilmente e durante anos tivemos revoltas e conflitos diversos. Imperadores erraram na condução do país e tivemos atrasos que ainda são sentidos no século XXI. Os republicanos pioraram tudo, criaram mitos de nação em crescimento esquecendo dos estruturais problemas dos tempos coloniais que ainda não foram sanados. Resumindo: estamos no século XXI tendo uma população com mentalidade colonial. Explorar gente, uso de armas para soluções de conflitos e pouca Educação (o Brasil não possui sequer 25% da população com nível superior completo) mostram este modelo colonial presente.
Mulheres negras e indígenas sofreram abusos por séculos. Homens negros e indígenas morreram trabalhando pelo país que seria chamado Brasil. Não foi uma geração sendo várias. A conta da Independência não fecha quando reduzimos tudo entre uma carta saindo Rio de Janeiro e chegando em São Paulo com alguns protagonistas. Qual o desenho real desta Independência machista expressa em cavalos bonitos e homens bem vestidos no quadro de Pedro Américo? Há rupturas e permanências. Rompeu com Portugal e manteve o sistema escravista que não morreu definitivamente com a Lei Áurea em 1888.
Independência não se garante aliando-se com EUA ou China. Ela não existe pela entrada de empresas com alta tecnologia aqui trazendo empregos. Ela só existe quando você defende seus filhos e filhas e os(as) filhos(as) da sua comunidade. Quando você cobra uma Educação crítica na escola para crianças e adolescentes e não permite que docentes sejam humilhados(as) pelos governos! Ser independente não é botar a mão nas armas para defender o território. Isto começa antes via diálogo e soberania! Ser independente não é aceitar Tecnofeudalismo via aplicativos e sim exigir salários dignos nas empresas. Independência não é polarização política e ideológica. É amar o filho ou flha do próximo como fosse seu. Este é só o começo. Obrigado.
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Atualizado em: Seg 21 Set 2026

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